| VIVEMOS
APENAS UMA VEZ?
Richard Shimoda, F.R.C.
A reencarnação é um tema polêmico e que
apareceu no ocidente recentemente em comparação com
a antiguidade dessa doutrina. Ela é aceita por inúmeras
religiões do globo, entre elas o hinduismo, o budismo, o
judaísmo e algumas linhas do islamismo. O Cristianismo está
entre as poucas religiões que não a aceitam.
Muitos pontos de vista foram apresentados para se justificar tanto
a veracidade como a falsidade da reencarnação. Contudo,
se concordarmos que existe um procedimento analógico que
permite situar os fenômenos universais em concordância
entre si, podemos ter uma nova luz sobre a reencarnação.
Observando a natureza, verificamos que morte e renascimento são
uma constante, e que não parece haver um cessar repentino
nesse movimento. Desde o exemplo da lagarta que se transforma em
borboleta, até a da semente que origina uma árvore,
a reincorporarão de um princípio em outro parece lógica.
As próprias células humanas são substituídas,
ou renascem, a cada período e no decorrer de sete anos há
como que uma renovação total do organismo.
Da mesma forma, pode-se concluir que o homem não seria
exceção a esse fenômeno universal. Seu corpo,
após a morte, decompõem-se em elementos que entrarão
na fabricação de outros corpos. Pode-se inferir daí
que sua consciência também se reincorpora, de alguma
forma, em uma nova roupagem, não necessariamente igual à
antiga.
Relatos de pessoas que recordam vida passadas estão se
tornando cada vez mais abundantes e começam a chamar a atenção
da ciência. Os Rosacruzes sempre consideraram a reencarnação
um fato, pois apenas uma vida humana não seria suficiente
o aprendizado que o homem tem precisa em seu próprio benefício.
Reencarnar significa ter outra chance de se aperfeiçoar,
bem como colher os frutos, positivos e negativos, de condutas anteriores.
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