A OGG e o privilégio de Portar o Graal Sagrado

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Durante a trajetória do membro da Ordem Guias do Graal, que pode começar  aos 6 anos de idade, buscou-se, entre outras regras de materialização do que hoje conhecemos como OGG, aplicar o conhecido “Mito do Herói” juntamente com a história da Cavalaria. Por Mito do Herói entende-se a existência do  princípio de que existe um chamado feito ao herói para sua missão, que ele trabalha para merecer sua conquista e que ao final ele decide, por amor, voltar de uma posição ou local para auxiliar os demais membros a trilhar seu caminho.  Quanto à história da Cavalaria, dentre as diversas fontes, tradições e textos estudados, está Chrétien de Troyes, que escreveu o conto de Percival que resultou nas histórias do Rei Artur conhecidas atualmente. Pode-se dizer que essa base histórica – juntamente com os registros da AMORC, seus rituais, as bases da UNESCO para a educação e também o misticismo aplicado dos membros da Rosacruz que por anos auxiliaram na construção da OGG – resultará em seu “círculo externo”, pois aplicações místicas importantes também foram usadas para expressar e validar os rituais, conteúdos e sistema atuais da OGG. Seu membro, portador da Gola Medieval, torna-se então um buscador do Graal durante todo o enredo contado nos ritos de passagem. Em um dado momento ele pode ser sagrado cavaleiro e então perceber que mais importante do que ter a espada é servir a outros membros portando o Graal. Por esse  motivo, tanto o menino como a menina buscadores são Guias do Graal. Não existe gênero masculino ou feminino aqui, mas um título que representa uma condição única que deve ser conquistada por merecimento. Assim também é o conceito de “cavaleiro”, que é um título. Nesse sentido, não existem “cavaleiras” ou amazonas (que não estão ligadas à temática escolhida para a OGG), nem tampouco personagens que  recentemente foram  apresentados a todos nós pelo cinema moderno: Merlin, Dama do Lago ou o próprio Percival. Esses títulos, que também carregam verdades e arquétipos místicos importantes, fazem parte de outra temática, uma vez que o sistema de cavalaria adotado pela OGG não é o do Rei Artur, mas proveniente de algo anterior. Talvez signifique dizer que o Rei Artur se tornou cavaleiro e por isso se utilizou da linguagem que a OGG também usa, cuja origem é a Tradição Primordial. Também por esse motivo, a OGG aproveita essas verdades e apresenta esses personagens em suas monografias e nos discursos ritualísticos, mas não em seus rituais. Ao final, o grande mérito é portar o  Graal Sagrado e, com isso, ao terminar os estudos na OGG e sua vivência ritualística, durante toda a vida exercer as regras do Códex em prol de uma coletividade maior. Todos serão buscadores do Graal e seus Guias,  estando como Guardiões do Castelo, Fiéis Servidores, Escudeiros da Verdade, Cavaleiros da Perseverança ou Guias do Graal, sendo estes dois últimos títulos sem gênero, face ao significado que seu conceito e arquétipo trazem.

Sejamos então, todos, Guias do Graal, capazes de usarmos o escudo da verdade, a armadura de Deus, a espada da sabedoria e, sobretudo, o Graal Sagrado em prol da humanidade. Eternum Sub Rosae!