Alameda das Esfinges composta por 26 estátuas

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Quem passa pela rua Nicarágua se deslumbra com as imagens e com o lindo jardim florido que deixa a paisagem ainda mais bela no Bosque Rosacruz. Para enriquecer o local, foram inaugurados novos espaços durante a abertura do evento. Um dos destaques é a Alameda das Esfinges, que representa aqui a avenida das esfinges que ligava o templo de Karnak ao templo de Luxor, no Egito. Esse caminho é percorrido pelos visitantes assim como faziam em Luxor, nos dias dos faraós, os antigos egípcios. Segundo a história, anualmente acontecia uma festa em homenagem ao deus Amon, padroeiro da cidade de Tebas, atual Luxor, e os sacerdotes levavam a imagem do deus em uma barca em uma procissão que ocorria naquela avenida.

A avenida de esfinges recriada pela AMORC rememora a importância tanto do legado arquitetônico dos egípcios antigos quanto de uma de suas principais festividades. As esfinges eram símbolos de proteção, e por isso estavam geralmente flanqueando os templos. Inspiradas na esfinge do faraó Tutmés III, encontrada no templo de Karnak, as esfinges do Bosque Rosacruz homenageiam este soberano egípcio, que também está diretamente relacionado à Tradição Rosacruz, já que organizou a primeira Fraternidade de Iniciados no Egito.

Esses novos espaços fazem parte do Complexo Luxor – que, além da Alameda das Esfinges, é composto também pelo Obelisco de Tutmés III e pelo Atrium Romano, com a estátua de César Augusto. “Acreditamos que as grandes coisas da vida precisam ser celebradas. O Museu Egípcio, a Biblioteca Alexandria e o Bosque Rosacruz fazem parte do campus metropolitano da nossa universidade, a URCI. Assim, consolidando ainda mais a Ordem Rosacruz como um ponto turístico e cultural, inauguramos um espaço que promete ser muito interessante e instrutivo para todas as gerações”, explica Hélio de Moraes e Marques, atual Grande Mestre da AMORC nos países de língua portuguesa.

O obelisco é uma réplica da famosa peça egípcia datada de 2433 a.C., originalmente erguida em Heliópolis, no Egito. O obelisco é o único do gênero na cidade de Curitiba. Para os antigos egípcios, era símbolo do deus-sol Ra. Geralmente era disposto nos templos, sempre aos pares, na frente de um pilone (fachada do templo), e servia magicamente para protegê-lo. Nas suas laterais, as inscrições hieroglíficas traziam o título do faraó que havia ordenado sua construção, a divindade a que se dedicava e o acontecimento que motivou a sua edificação. O topo, em forma piramidal, era muitas vezes revestido de uma liga de ouro e prata chamada electrum, que brilhava quando os raios solares a tocavam. Como o sol era eterno, os obeliscos simbolizavam estabilidade e permanência.

Já a estátua de César Augusto foi um presente que o Imperator Emérito da AMORC, Ralph Maxwell Lewis (1904-1987), então Supremo Secretário, deu ao seu pai, Dr. Harvey Spencer Lewis, em 1937. A homenagem se deu em reconhecimento ao excepcional trabalho desenvolvido por este como líder na gestão da AMORC desde sua implantação em 1915 até aquela data.

Esta estátua é uma réplica do “Augusto de Prima Porta” que está no Museu do Vaticano e que foi encontrado em 1863 nas ruínas da Villa Ad Gallinas Albas, nas proximidades de Roma, para onde a esposa de Augusto, Lívia, retirou-se após a morte do marido. É uma estátua póstuma de Augusto e foi encomendada por Tibério, seu filho adotivo, em 15 d.C. A original, por sua vez, é uma réplica de outra escultura do imperador, realizada após a conquista e a pacificação da Hispânia e da Gália. César Augusto está vestido com a gala militar, e o fato de estar descalço, como os deuses eram representados, afirma a posição divina do imperador. As cenas presentes em sua armadura descrevem a vitória romana sobre os Partos, detalhe que possivelmente foi solicitado por Tibério. Esta estátua de César Augusto personifica seu poder e sua autoridade, já que está na posição de um general que se dirige ao povo ao realizar o discurso da vitória.