Estimados fratres e estimadas sorores, Saudações Rosacruzes! O encontro mais aguardado pela fraternidade rosacruz já tem data marcada: de 2 a 5 de setembro de 2026, nos reuniremos para mais uma Convenção Nacional Rosacruz, aqui na AMORC-GLP. As inscrições já estão abertas! Neste encontro marcante para fratres e sorores, vivenciaremos momentos de aprendizado, troca e inspiração, aprofundando nossa vivência na sabedoria Rosacruz e fortalecendo os laços fraternos que nos unem, por meio de palestras, vivências místicas e rituais rosacruzes e martinistas. Atenção! Neste ano, o processo de inscrição foi atualizado para oferecer mais praticidade: o acesso deve ser feito diretamente pela Área do Afiliado, na seção “Eventos”, no menu lateral. Ao clicar nessa opção, você será direcionado ao novo site de eventos, onde poderá realizar sua inscrição. Faça parte dessa jornada transformadora! Inscreva-se pela Área do Afiliado ou apenas acesse o site: eventos.amorc.org.br e faça o login com as mesmas credenciais da Área do Afiliado. *Vagas limitadas Saiba mais sobre a programação em: www.convencaorosacruz.amorc.org.br Sincera e fraternalmente, Com os melhores votos de Paz Profunda, Equipe de Conteúdo para a Área do Afiliado
Ano Novo Rosacruz 3379
Segundo a Tradição Rosacruz, o verdadeiro Ano Novo se inaugura no Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte, e de Outono, no Hemisfério Sul. Esse momento marca um ponto de harmonia nas forças da Natureza, estabelecendo um novo ritmo para a vida e simbolizando um ciclo de renovação. Em todas as Lojas, Capítulos e Pronaoi, os Rosacruzes celebram esse marco de forma significativa, reconhecendo-o como uma oportunidade de realinhamento interior e de aprofundamento na senda mística. O Ano Novo Rosacruz 3379 convida à reflexão sobre a jornada percorrida e inspira a continuidade do caminho de evolução espiritual. Que o Ano Novo Rosacruz 3379 nos inspire na busca constante por nossa evolução espiritual, ajudando-nos a reconhecer, em cada experiência vivida, uma oportunidade de aprendizado e crescimento interior. Que neste novo ciclo que se inicia hoje (20 de março de 2026), exatamente às 11h45, possamos cultivar a sabedoria necessária para sermos instrumentos de Paz, Harmonia e Transformação a serviço de toda a humanidade. Para conhecer a programação das celebrações e atividades em sua região, convidamos você a entrar em contato com as Lojas, Capítulos e Pronaoi mais próximos. Acesse aqui e encontre Núcleo Rosacruz mais próximo de você: https://amorc.org.br/organismos-afiliados-maps/
Seja Rosacruz
Por Christian Bernard, F.R.C – Imperator Emérito da AMORC Vinte e um anos! Esta era minha idade quando, como um presente, recebi de Ralph M. Lewis estas palavras: “Seja Rosacruz!” Com o final de sua encarnação, em 12 de janeiro de 1987, essa alma iluminada deixou vago o cargo de Imperator da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, que mantivera por quase cinqüenta anos. Entre o dia em que me disse solenemente essas palavras no Templo Supremo em San José, Califórnia, e o dia de sua transição, quinze anos decorreram e durante esse tempo não se passou um só dia sem que elas se imprimissem em minha mente. Ainda hoje é assim, e essas palavras ecoaram fundo em meu coração quando eu próprio fui instalado no cargo de Imperator, em abril de 1990. Ele não disse: “Seja um Membro Rosacruz!” ou “Sirva à Rosacruz!” Ele me disse: “Seja Rosacruz!” Um olhar de comando, profundo, acompanhou sua voz, e suas palavras penetraram nas profundezas de minha alma. Eu poderia ter recebido esse comando com grande alegria, considerando-o até uma honra, mas ao invés disso um indescritível sentimento de angústia e tristeza tomou conta de mim. Na época, achei difícil analisar minha reação, porém mais tarde compreendi que meu Eu Interior percebera a magnitude de tal ordem e a dificuldade de obedecê-la. Não atingi essa condição Rosacruz, mas fiz o máximo que pude para manter aceso o archote de nossa Ordem; para isto, tive de enfrentar muitas provas, e desafios difíceis colocaram obstáculos em meu caminho. As forças eram terríveis e ainda são, mas quando minha coragem fraqueja, renovo a esperança colocando-me sob a proteção da Rosacruz, meu ideal. Então, aquele olhar profundo e a voz de Ralph M. Lewis dizendo-me: “Seja Rosacruz!” impõem-se a mim. Quando alguém se torna Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, aprende o significado do rosacrucianismo e o de ser um Rosacruz. Mas ser Rosacruz, a que estado corresponde? Na Tradição rosacruz, a expressão “estado Rosacruz” refere-se ao estado de Perfeição. Ele pode ser alcançado? Sim, mas quando e como? Tive oportunidade de fazer essa pergunta ao próprio Ralph M. Lewis e ele respondeu: “Ser Rosacruz é ser primeiro um Membro Rosacruz”. Entendi, com essa resposta, que para alguém atingir o estado Rosacruz e tornar-se Mestre, é necessário primeiro estudar e aceitar ser apenas um discípulo, mesmo que essa condição possa durar dezenas ou centenas de encarnações. Portanto, com a palavra “primeiro” ele quis dizer “Paciência”, mas há também outros significados. “Primeiro” significa “antes de tudo” e, por conseguinte, “sobretudo” um Rosacruz. E não poderia ser de outro modo para os que escolheram seguir uma senda tradicional e iniciática como a oferecida pela Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis. Ser um Membro Rosacruz significa estar na Senda da Iluminação; ser Rosacruz significa ter chegado ao final dessa Senda. Nosso Eu Interior conhece e compreende essa finalidade. Conhecer e compreender é como já estar lá. Portanto, “Seja Rosacruz” significa também: “Vamos nos comportar com se já tivéssemos chegado lá”. Trata-se de uma responsabilidade e um desafio muito grandes, pois se como Membros Rosacruzes estamos sujeitos a tropeçar e cair e cometer erros fundamentais, e, contudo prosseguir, como Rosacruz não podemos fazer isso. Ser Rosacruz é ser um exemplo. É também ser uma luz tão poderosa que dissipa as trevas. O Rosacruz é “a priori” um Membro Rosacruz, mas cujas qualidades são excepcionalmente desenvolvidas. Por definição, o Rosacruz deve possuir todas as virtudes, mas para mim oito delas parecem ser as mais essenciais. São elas: obediência, confiança, paciência, humildade, simplicidade, tolerância, fortaleza e amor (virtude inseparável das outras e de todas as virtudes que existem). O Rosacruz, portanto, é obediente, confiante, paciente, humilde, simples, tolerante, forte e amoroso. Outras qualidades podem ser adicionadas a essas, já que o número delas é tão inesgotável quanto aquilo que deve constituir a Perfeição da natureza humana. “Seja Rosacruz!”, assim fui ordenado naquele dia. Sozinho não serei capaz de consegui-lo. Por isto, peço-lhes: ”Sejamos Rosacruzes!” e ajudemos uns aos outros. Como Membro Rosacruz, não olhe para a distância que falta a ser percorrida para alcançar esse estado de Perfeição, antes, veja a distância já percorrida. Desse modo, você avaliará o valor e a beleza na Senda Rosacruz, na qual sinto-me feliz em caminhar ao seu lado. Como Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, você descobrirá o quanto a vida ganha em significado pleno quando damos à Rosa seu justo lugar na Cruz. Assim Seja! Revista “O Rosacruz” – verão 2009 AFILIAÇÃO ROSACRUZ O processo para tornar-se um estudante Rosacruz consiste nos seguintes passos: CLIQUE AQUI e saiba mais!
Curso: O problema do conhecimento na Filosofia Moderna
O Problema do Conhecimento na Filosofia Moderna Prof. Dr. João Carlos L. Caputo Doutor em filosofia pela Universidade Federal do Paraná, instituição na qual fez seu mestrado e graduação na mesma área. Possui como principais interesses ética e metafísica no século XVIII, em especial na obra de Voltaire. Possui magistério pelo CEFAM SP. É membro do grupo de estudos das luzes da UFPR. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4948154988918778 EMENTA DO CURSO Neste curso, composto por 6 aulas, você vai explorar as principais questões que emergiram com o advento da Filosofia Moderna, bem como os conceitos desenvolvidos nesse período e sua influência decisiva sobre o pensamento científico e a cultura ocidental contemporânea. Aula 1 — A presente aula tem por objetivo introduzir o tema do curso em geral e da problemática estudada especificamente. Veremos nesta aula em que consiste o problema do conhecimento na filosofia moderna, como ele se divide e iremos sugerir três principais questões através das quais poderemos compreender toda a abrangência da questão. Além disso, ponto fundamental para nosso percurso, veremos nesta aula o que é idealismo e o que é empirismo, compreendendo como eles se inserem em nossa discussão e quais seus fundamentos. Aula 2 — Em nossa segunda aula, estudaremos a filosofia cartesiana, contextualizando-a no problema do conhecimento, ou seja, buscaremos entender como René Descartes tenta responder ao problema da epistemologia abordado nas questões como conheço? O que conheço? E em que medida o que eu conheço se relaciona com o mundo que me cerca? Para isso, iremos estudar seu método e sua aplicação na obra Meditações Metafísicas, analisando também seus argumentos, objetivos e conclusões. Aula 3 — A teoria de Malebranche representa uma radicalização do cartesianismo e, nesta aula, iremos entender qual a razão de considerá-la desta forma. Seguiremos com o autor da Busca da Verdade desde a colocação do problema, que diz respeito à incomunicabilidade das duas substâncias, até a sua resposta a este problema. Neste percurso, veremos como a teoria de Malebranche nos oferece uma solução para o problema do conhecimento na filosofia moderna. Aula 4 — Nesta aula estudaremos a teoria de Berkeley que, como veremos, se apresenta como uma teoria híbrida. Iremos compreender o que nos possibilita classificar esta teoria deste modo, quais as razões do autor para desenvolver tal teoria, bem como seus argumentos e conclusões. Seguindo os passos do filósofo, esta aula nos permitirá entender os fundamentos do imaterialismo e as possibilidades de relacionar idealismo e empirismo. Aula 5 — Nesta aula veremos uma teoria puramente empirista. Seguiremos com Hume na investigação sobre a formação de nossas ideias e sobre as formas pelas quais elas se relacionam. Investigaremos qual o papel dos sentidos no processo de conhecer e veremos, com isso, alguns limites do conhecimento proposto pelo filósofo. Aula 6 — Em nossa última aula, iremos investigar a filosofia de Kant, um filósofo que representa um marco de fechamento da filosofia moderna. Nosso objetivo aqui será, portanto, compreender qual o processo de conhecimento e formalização de ideias propostos pelo autor e qual a sua terminologia específica. Neste percurso, entenderemos qual o papel do sujeito em sua teoria e como isso faz com que suas hipóteses representem uma nova abordagem ao problema da epistemologia. Não se esqueça de ouvir os podcasts que aprofundam os temas abordados e explorar as apostilas teóricas — seu mapa para navegar pelas imagens e ideias. O certificado será liberado após a visualização de 100% das videoaulas. INSCREVA-SE
Curso: Religião e Moral no Iluminismo: uma investigação sobre Deus
Religião e Moral no Iluminismo: uma investigação sobre Deus – Prof. Dr. João Carlos L. Caputo Doutor em filosofia pela Universidade Federal do Paraná, instituição na qual fez seu mestrado e graduação na mesma área. Possui como principais interesses ética e metafísica no século XVIII, em especial na obra de Voltaire. Possui magistério pelo CEFAM SP. É membro do grupo de estudos das luzes da UFPR. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4948154988918778 EMENTA DO CURSO Explore os debates que marcaram o período do Iluminismo. Neste curso, com 6 aulas você será aprenderá sobre como esse movimento filosófico influenciou profundamente a construção dos valores modernos. Aula 1 — A presente aula tem por objetivo compreender, de forma geral, o método de investigação e a forma de se fazer filosofia no século XVIII, período conhecido por Iluminismo. Nesta aula, o aluno irá compreender as mudanças formal e intelectual que foram realizadas no período das luzes e como isso reflete nas próprias teorias dos autores, ou seja, pretenderemos nesta aula apresentar o que significa fazer filosofia no Iluminismo francês e como isso se refletirá nos temas e nas propostas da época, em especial em Voltaire. Aula 2 — Nesta aula iremos entender as razões pelas quais uma investigação sobre a existência de Deus é desenvolvida no século XVIII e em que contexto tal investigação se insere no pensamento de Voltaire. Veremos as provas que o autor utiliza para garantir a existência do Ser supremo e as características de tais provas. O objetivo será fazer com que o aluno compreenda a questão e seu papel, bem como seu uso pelo filósofo, capacitando o estudante a compreender os mecanismos argumentativos usados para provar Deus. Aula 3 — Nesta aula nosso assunto será Deus e seus atributos. Veremos como Voltaire chega a estes atributos, como eles são apresentados e por quais meios o filósofo se utiliza para argumentar a favor deles. Com esta investigação, o objetivo é que o estudante compreenda melhor a caracterização feita pelo autor iluminista da figura divina, em especial no contexto teórico e metodológico que está sendo proposto, ou seja, no método das luzes. Aula 4 — Nesta aula nosso tema será o problema do mal. Entenderemos em que consiste e como ele é elaborado, bem como mostraremos como tal problema se relaciona com a estruturação dos atributos divinos, em especial com os atributos morais. Neste sentido, nosso objetivo será fazer com que o estudante compreenda esta relação e entenda como a moralidade divina pode ser utilizada para solucionar o problema do mal. Aula 5 — Qual o papel da religião na obra de Voltaire? Em especial, na investigação sobre Deus e seus atributos, qual seria a função de uma postura religiosa? Nesta aula investigaremos estas perguntas e analisaremos como o pensamento religioso pode servir de fundamento para a moral, e como tal pensamento se relaciona com a questão dos atributos divinos. Nosso objetivo será fazer com que o estudante compreenda de forma crítica o papel da religião, objeto que não é meramente especulativo, mas que permanece prático e efetivo na contemporaneidade. Aula 6 — Apresentar a religião como alternativa de resposta para algum problema na obra de Voltaire pode parecer uma posição errada ou contraditória. Como coadunar uma postura religiosa e inseri-la na obra de um autor que é um crítico ferrenho das religiões tradicionais? Veremos nesta aula como entender este impasse e em que medida a proposta de uma reforma religiosa baseada no teísmo servirá para isso. Nosso objetivo é fazer com que o aluno compreenda um sentido mais profundo presente nos textos do filósofo e seja capaz de articular moral, religião e Deus no contexto do pensamento iluminista de Voltaire. Para enriquecer sua experiência, aproveite os podcasts e as apostilas teóricas que aprofundam cada tema. Ao assistir 100% das videoaulas, você receberá seu certificado de conclusão. INSCREVA-SE
Egrégora
Egrégora “Egrégora (do grego agrêgorein=vigiar) é uma palavra que no livro de Enoch designa os anjos que juraram vigiar e proteger o Monte Hermon. O termo pode ser traduzido por “entidade vigilante”. Assim, a Egrégora (egrégore) é uma entidade, um ser vigilante coletivo produzido por uma assembleia (…) que o alimenta.” – Jules Boucher (1933-1999). Nós, rosacruzes e martinistas da AMORC, nos familiarizamos com o termo já no início de nossa jornada; aprendemos que “egrégora” é a essência da “Consciência Cósmica”. Ela foi, é e sempre será. Não é algo do qual estamos separados; como rosacruzes e martinistas, somos parte integrante dessa poderosa união de mentes. Quando nos colocamos em sintonia com as Sagradas Vibrações que dela são emanadas, temos acesso aos seus mais elevados planos, tornando-nos agentes da Divindade. E como podemos chegar a essa Comunhão? O recolhimento em nosso “Sanctum Sanctorum” e em nosso Oratório, as Convocações Ritualísticas, os Conventículos e as Iniciações são exemplos muito próximos de como podemos, a qualquer momento, buscar auxílio e conforto para situações do dia a dia e agradecer pelas graças recebidas. Em seu princípio místico, a “egrégora” está associada também à consciência de grupo, mas ela é, ao mesmo tempo, algo mais que isso. Para compreendermos as implicações maiores, é importante lembrarmos o axioma rosacruz: os pensamentos são coisas.Definida também como uma Assembleia de personalidades terrestres e supraterrestres, constituindo uma unidade hierarquizada e movida por um certo ideal, a egrégora está em permanente atividade, dia e noite, por anos e séculos desde o início. “Assim como é em cima, é em baixo”. Ela ocorre em todos os planos de consciência; porém, quanto mais nobre e puro for o seu propósito, mais conscientes estaremos dessa Comunhão. Fratres e Sorores, Irmãos e Irmãs, a mente é o limite de nossas possibilidades. Somos primeiro o que pensamos ser, depois aquilo que sentimos, e isso se completa como agimos em nossa vida. – SI
APP- Área do Afiliado
Bem-vindo à nova era do conhecimento místico! A Grande Loja da Ordem Rosacruz, AMORC, tem o prazer de anunciar o lançamento de um aplicativo exclusivo, projetado especialmente para nossos afiliados. Baixe o aplicativo agora e inicie sua transformação com a facilidade e a modernidade que você merece. Este é um passo significativo para integrar os valores e ensinamentos da AMORC à vida, proporcionando uma experiência de aprendizado contínuo e enriquecedora.
Manifesto Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis
Caro leitor, Em 1614, há portanto quatrocentos anos, uma misteriosa Fraternidade se deu a conhecer quase simultaneamente na Alemanha, na França e na Inglaterra através da publicação de um Manifesto intitulado “Fama Fraternitatis Rosae Crucis”. Na época, esse texto suscitou muitas reações, sobretudo entre os pensadores, os filósofos e os responsáveis pelas religiões em vigor, particularmente aqueles da igreja católica. De modo geral, aquele Manifesto convocava uma Reforma universal, tanto no âmbito religioso quanto no político, no filosófico, no científico, no econômico etc. Segundo os próprios historiadores, a situação então era muito caótica em vários países da Europa, a ponto de se falar abertamente de “crise europeia”. Lembremos que o “Fama Fraternitatis” foi seguido de dois outros Manifestos: o “Confessio Fraternitatis” e as “Bodas Alquímicas de Christian Rosenkreutz”, publicados respectivamente em 1615 e 1616. Os autores desses três Manifestos invocavam a Fraternidade dos Rosacruzes e pertenciam a um círculo de místicos conhecido pelo nome de “Círculo de Tübingen”. Todos eram apaixonados por hermetismo, alquimia e cabala. Alguns anos mais tarde, em 1623, essa Fraternidade se deu a conhecer ainda mais pela publicação, nas ruas de Paris, de um cartaz enigmático: “Nós, Deputados do Colégio principal da Rosacruz, demoramo-nos visível e invisivelmente nesta cidade pela graça do Altíssimo…”. ACESSE O CONTEÚDO
Como Orar
Por H. SPENCER LEWIS, FRC “ Quantos, dentre nós, limpam as mãos de dívidas, agradecendo a Deus cada benção individual recebida durante o dia? ” A oração é um ponto grandemente controverso da prática religiosa, seguido ou negado francamente. Aqueles que utilizam a oração como argumento contra a existência de um Deus inteligente, ou de qualquer Deus, afirmam que as orações seriam logicamente razoáveis e eficientes se Deus existisse. São muito perspicazes ao declarar que setenta e cinco por cento das orações ficam sem resposta ou são aparentemente negadas. Sou um crente firme na oração e o leitor também poderá ser, se der à oração a devida oportunidade para demonstrar a sua eficácia. Acusamos erradamente muitas coisas de serem ineficientes e recusamos a aceitá-las, depois de apenas umas poucas tentativas de usá-las ou demonstrá-las. A razão disso é a nossa própria ineficiência e ignorância. Nessas circunstâncias, surpreende-me que tantas orações sejam atendidas. A compreensão do que realmente é a oração e de como usá-la falta de tal modo no indivíduo comum, que é realmente surpreendente que uma, dentre mil, traga quaisquer resultados. Nas igrejas, são usadas certas preces fixas feitas por pessoas que parecem mais interessadas na eloquência florida do que na verdadeira oração. Jesus ensinou aos seus discípulos como orar, e a versão correta das suas instruções e os exemplos que deu ao mundo são diferentes das preces proferidas por aqueles que se afastaram do misticismo fundamental da oração. A prece baseia-se na suposição de que Deus é onipotente, onipresente e deseja atender às nossas súplicas. Essa é toda a suposição ou base que necessitamos na oração; penso, porém, que o leitor concordará em que a média das pessoas tem em mente algo mais. Tem em mente não só que Deus é onipotente, onipresente e misericordioso, mas, também, que, com toda a sua harmonização com os seres que criou, ignora, ainda, as suas necessidades, desconhecendo completamente o que necessitam na vida! Este é o grande erro. Entregarmo-nos à oração com a crença ou sensação de que Deus não sabe o que necessitamos ou o que é melhor para nós e devemos dizer-lhe e explicar-lhe o que desejamos, é cometer um grave erro. Considerando o assunto do ponto de vista puramente razoável e sensível, não parece estranho que uma pessoa se ajoelhe e peça a Deus que não tire a vida de alguém que acabou de sofrer um acidente? Orar a Deus em tal ocasião e quase ordenar -lhe que não permita que a vida abandone o corpo dessa pessoa ou que certas condições se manifestem, é presumir que nós, com a nossa compreensão finita, sabemos, melhor do que Deus, se certas coisas devem, ou não, acontecer. Se a pessoa foi ferida, está prestes a falecer e Deus não impede que isso aconteça, por que deveremos presumir que Deus modificará Seu modo de pensar quanto à transição, permitindo que a pessoa viva, unicamente porque pedimos que a sua vida seja salva? Pense em duas pessoas, em lados opostos, cada uma pedindo forças a Deus para que seja o vencedor numa luta entre elas. Se Deus deve decidir a luta, não é melhor presumir que o Seu julgamento das condições e princípios em ação será suficiente para escolher a pessoa que deverá vencer? A oração, por ambas as partes, não poderá ser satisfatoriamente atendida, pois ambas não poderão sair vencedoras. O místico sabe que qualquer oração ou súplica baseada na suposição de que Deus ou o Cósmico não sabe o que é melhor e deve ser orientado ou aceitar recomendações ou sugestões, é perdida e inútil. Na verdade, isso representa uma censura à inteligência divina e não vai além do campo das nossas ambições pessoais. Certamente, semelhante prece não pode ser proferida sinceramente ou merecer a aprovação Cósmica. Está fadada a fenecer ou a não ter resposta, no próprio momento em que é concebida. Um Encontro de Mentes Para o místico, portanto, a oração é um encontro de mentes. Não é ocasião para pedidos pessoais, mas para comunhão espiritual, ocasião em que a alma e a parte mais íntima de nós mesmos, reverente, sincera e tranquilamente, falam a Deus e expressam os desejos do nosso coração e mente. Qualquer consideração de que a nossa concepção humana das nossas necessidades deve ser exposta em detalhes ou feitas sugestões ou recomendações, seria tão incompatível com a atitude verdadeira de orar, que desvirtuaria a oração e impediria a realização do que desejamos. A prece, portanto, deve ser a expressão do desejo de uma bênção. Tenho eu qualquer direito de me dirigir a Deus, como faço na oração, e exigir ou mesmo pedir que me seja dada uma vida mais longa, porque esse é o meu desejo e cheguei à conclusão de que devo ser atendido? Não é isso concluir que Deus pode não ter pensado em dar-me vida mais longa ou pode ter decidido de outro modo, e desejo modificar a decisão e decreto da Sua Mente? Não é isso uma obstrução ao próprio efeito que desejo criar na consciência de Deus? Tenho eu qualquer direito de me dirigir ao Criador de tudo e dizer que desejo isto ou aquilo de um modo que indica que decidi a respeito dessas coisas, ou solicitar que a Mente Divina aceite o meu discernimento em vez do Seu próprio? Estou certo de que se pensássemos em nos aproximar do rei de um país ou do presidente de uma república, cujos favores nos tivessem sido concedidos no passado e de cuja generosidade muito tivéssemos nos beneficiado, entregar-nos-íamos à oração de modo muito diferente. Se tivéssemos recebido muitos favores de um rei e nos fosse permitido ir à sua presença para alguns momentos de comunhão, encontrar-nos-íamos, provavelmente, proferindo, antes de mais nada, palavras de agradecimento pelo que recebemos – acrescentando que, se fosse da vontade real, ficaríamos muito felizes se pudéssemos continuar a merecer as mesmas bênçãos ou possivelmente mais. Nenhum de nós pensaria em solicitar bênçãos específicas sem, primeiramente, ter expressado profundo agradecimento pelo que já receberemos e sem declarar que,
Humanidade – Christian Bernard, Imperator Emérito da AMORC
Sejamos uma luz e uma voz a serviço da humanidade! Unidos num só coração, aceitemos nossa condição humana e, quando chegar o momento de partirmos, não reneguemos nossa humanidade, não partamos descontentes com a vida e o façamos de forma que nosso último olhar pouse em rostos sorridentes.











